/ Gritos de Minha Alma: Abril 2010

sexta-feira, abril 30, 2010

Meu amado rio





Meu rio Paraíba, lembro-me de ti, tão belo,
Com tuas águas serenas e límpidas...!
Quantos momentos felizes,
De inteira liberdade e alegria verdadeira,
Me proporcionaste, nos meus verdes anos...!

Quantas vezes me banhei em tuas águas,
Num doce deleite, vendo algumas mulheres
A lavarem roupas, panelas e pratos...!
Quantas pedras roliças catei em teu leito,
Para brincar com minhas amiguinhas...!

Hoje, maltratado pela mudança dos tempos,
Pela inconsequência dos homens
Que te agridem de todas as maneiras,
Corres quase seco, em filetes, nos pesados verões,
De estiadas cada vez mais longas.

Algumas vezes, nas trovoadas rigorosas,
Chegas a transbordar, provocando enchentes,
Arrancando árvores,levando destroços,
Assustando os moradores das tuas margens.

Nos meus tempos de criança,
Nunca te vi correr enfurecido, bufando,
Com águas barrentas, ameaçando levar
O que encontrasses no caminho...

Meu amado rio, sinto saudades de ti...
Do suave ruído da tua passagem,
A deslizar mansamente,
Embalando meus sonhos de menina.
Copyright © abr / 2010
ByValderez de Barros
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terça-feira, abril 13, 2010

O poeta mente...?




Dizem que o poeta mente.
Até mesmo alguns,
Dizem isso de si mesmos.
Eu penso um pouquinho diferente...
.
O poeta não mente,
Apenas fantasia, cria:
Um amor que não tem,
Mas que está latente em si,
Em seus sonhos mais loucos...
.
Um amor que chegou e partiu,
Que lhe fez bem ou que lhe magoou;
Um amor que passeia consigo
Por lugares lindos e mágicos,
Em todas as dimensões...
.
Enfim, o poeta vive
Situações criadas pela sua fértil,
Romântica imaginação...
Ele vive, em seu mundo interior,
Todos os amores, embora,
Nem sempre, sejam os seus.



Publicado no Recanto das Letras em 13/04/2010
Código do texto: T2195093
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