/ Gritos de Minha Alma: Agosto 2007

quinta-feira, agosto 23, 2007

Ando perdida em mim...




Não sei onde estou...! Aonde vou...!
Não vejo nenhum caminho a minha frente...!
Ando perdida, sem rumo, sem rota, sem destino,
sem luz, apagada de mim mesma...!
não sei nem mais quem sou, pra o que vim, se vim...!
.
Ando perdida em mim...!,
meus olhos já não vêem o que há ao meu redor...!
meu corpo já não responde aos meus apelos...!
Queda-se, sem graça, sem ânimo, folha seca
levada pelo mar da vida, sem saber aonde vai...!
.
Meu coração desfalece, murcho, cansado...!
Minha alma, de tão solitária e triste,
perdeu o brilho, a vivacidade, a poesia...!
Onde estou...! Pra onde vou...! Não sei...!
.
O dia se vai, o crepúsculo se aproxima,
deixando a escuridão esconder minhas lágrimas,
enquanto sozinha e com frio,
tento me aquecer na esperança...
.
Mas, ela se afasta de mim, está me deixando...!
Me desespero...! Não quero ficar só...!
Não te vás, esperança...!
Espera mais um pouco...! Por favor...!
.
Quem sabe, a lua vem clarear o meu viver
e me traz, num raio de luz, alguém que ouviu meus soluços
a se misturarem com os seus,
e, assim como eu, também é um solitário...!
.
Não te vás, esperança...!
Fica mais um pouco...! Por favor...!
Não me deixes só...!
.
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Valderez de Barros
Publicado no Recanto das Letras em 23/08/2007Código do texto: T620947
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quarta-feira, agosto 22, 2007

Meus Momentos - I




Ouço Ernesto Cortazar,

que me inspira e emociona até às lágrimas,

com sua maneira ímpar de, ao tocar piano,

fazer como se ele seja uma extensão da sua alma sensíbilíssima...

Minha alma flutua e se remonta a uma época em que eu,

adolescente romântica e cheia de sonhos,

todas as noites, aguardando o sono chegar,

recostava a cabeça no travesseiro e viajava

nas asas doces e delicadas da imaginação,

pra encontrar o meu príncipe encantado, sem rosto,

mas, eu sabia, deveria estar em algum lugar

esperando por mim, para juntos, nos amarmos

e caminharmos juntos, de mãos dadas ou abraçados,

unidos por um grande e intenso amor...

Esperei e ele chegou...no bigodinho fino,

muito usado na época, na boca bem delineada e carnuda,

na voz profunda, nos olhos castanhos e aveludados que,

quando encontravam os meus, provocavam emoções

nunca sentidas pela minha alma, que nunca houvera

conhecido essa sensação maravilhosa do amor nascendo...

Nasceu e cresceu dentro do meu peito, agigantou-se

e me fez sonhar com alguém real, que eu via e procurava

avidamente em todos os lugares onde chegava...

Ele, quase dez anos mais velho do que eu,

homem relativamente já bastante vivido,

muito amigo dos meus pais e dos meus irmãos mais velhos...

Aquela figura que já era tudo para mim, um belo dia,

na véspera do meu aniversário de dezessete anos,

chegou e perguntou se eu queria ser sua noiva, ao que eu,

extremamente tímida, respondi que quem sabia era ele...rsrsrs...

que riu e disse que queria saber de mim...e eu aceitei...

ele mandou-me avisar ao papai

que iria me pedir em casamento no dia seguinte...

Entrei em casa esbaforida e contei logo à mamãe,

que era minha confidente...e nesta noite, quase não dormi.

Já noivos, numa noite de luar, ao nos despedirmos,

levei meu primeiro beijo na boca e fugi,

as faces rosadas de emoção, para contar a minha confidente

que, com toda a sabedoria própria das mães,

riu e perguntou se tinha sido bom, ao que eu respondi

que não sabia direito, porque foi quase

um beijo roubado e eu saíra correndo, envergonhada.

O interessante é que, de tão tímida que eu era,

esse beijo me foi roubado quando já tínhamos

quase três meses de noivado ( não tivemos namoro)...rsrsrs...

Mas, a partir desse dia, os beijos vieram,

cada vez mais quentes e emocionantes.

Talvez quem esteja lendo essas palavras

de um coração saudoso, não acredite,

mas, em mais de dois anos de noivado,

nunca houve mais intimidades do que beijos...

não que ele não tentasse, mas, eu não deixava

e ele sempre respeitou os meus limites.

Assim chegamos ao dia do casamento que,

ao mesmo tempo em que a felicidade reinava em meu coração,

quando eu parava pra pensar em como seria

a nossa primeira noite, estremecia de tanto temor,

porque o que eu sabia era que doía muito...

e doeu, porque eu, tensa, não permitia a penetração,

me esquivava e por mais que ele tentasse

me fazer relaxar e melhorar as coisas pra nós dois,

eu quase não o deixava me tocar,

com aquela inibição e timidez que me dominavam,

só conseguindo na segunda noite...e como doeu...!!!

Mas, na terceira, já foi melhor, eu gostei

e ele me fez, logo, logo, chegar ao céu, juntamente com ele,

quando nos sentimos um só, unidos em todos os sentidos,

eternizando aqueles momentos de amor e de tamanha beleza,

que eu quase levitava, de tanta felicidade...


Mais uma vez agradeço a quem teve a paciência de chegar até o fim desse texto, que não é interessante, bem sei, mas, que quero registrar aqui no meu Blog, no Recanto das Letras e em outros lugares onde tenha meus escritos editados, porque contam muito de mim, das minha emoções e dos meus momentos, felizes ou nem tanto...

Um abraço pleno de carinho e ternura!!!
Valderez de Barros.
Maceió, 22 de agosto de 2007.

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terça-feira, agosto 21, 2007

Ao meu primeiro amor...


Se muito sorri,
Foi de felicidade,
Pelos momentos
Mágicos que vivemos...
Ensinaste-me
A viver a vida
Com mais intensidade...
.
A enxergar as pequenas
Ou grandes alegrias
Que ela pode nos dar...
Deste-me cinco preciosos tesouros,
Feitos com o amor e a entrega
De nós dois...
.
Se também muito sofri,
Foi por te amar demais...
Por sentir um amor
Tão grandioso por ti,
Que me anulei
E vivi a tua vida...
.
Meu mundo eras tu
E os nossos filhos...
Foste o meu primeiro amor...
Te amei como ninguém
Pode ter amado mais...
.
Se muito fui magoada,
Foi porque me doei;
Por respeitar
E compreender o teu lado,
As tuas dores...
.
Se muito chorei,
Foi por querer continuar contigo...
A ti dediquei a minha vida
E o faria de novo,
Sem arrependimentos...
.
Valderez de Barros
Publicado no Recanto das Letras
em 19/08/2007Código do texto: T614936
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sexta-feira, agosto 17, 2007

Acalanto





Buscarei um recanto

Onde chorarei meu pranto,

Onde entoarei um canto

Triste, no entanto,

Será como um acalanto,

Que suavizará, como um manto,

O frio do meu desencanto...
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Foi você quem me perdeu...




Gostava de ouvir sua voz,
Ver seu sorriso lindo,
Sentir sua boca
Que tão pouco beijei...!


Tudo em você me seduzia...
Seu olhar, seu riso, sua voz
Dizendo me amar, me querer...
Isso me desarmou, acreditei...


Ah, que saudade louca...!
Como vou poder viver sem você...!
Como vou lhe esquecer,
Se você está tão vivo
Em meu coração...!


Você foi pra mim
Muito mais do que
Possa imaginar...!
Acho até que não lhe perdi...
Foi você quem me perdeu...
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terça-feira, agosto 14, 2007

Lágrima e Sorriso...





Muitas vezes
tenho vontade
de chorar,
sinto lágrimas
queimando
os meus olhos,
mas, esforço-me,
contenho-me,
ponho
um sorriso
nos lábios
para alegrar
meu rosto
e vou driblando
o sofrimento
da minha alma
triste
e solitária,
já tão cheia
de cicatrizes,
disfarçando
a minha dor,
num sorriso...
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segunda-feira, agosto 06, 2007

Fluindo Emoções...



Na poesia
Desabafo,
Exponho minha alma,
Fraquezas, medos...
Minhas fantasias
Rolam desenfreadas,
Levando-me ao céu,
Ao paraíso,
Ao meu amor,
Fruto da minha
Fértil imaginação,
Mas, tão vívido
Nos meus sonhos,
No meu coração...
.
Na música,
Flui a emoção,
Misturando saudade,
Desencanto, desilusões...
Muitas vezes
Alegria, felicidade,
Dependendo do momento
Que estou vivendo...
.
Quando canto,
Sinto-me flutuar,
Boto pra fora
Tudo o que está preso
Dentro de mim,
Num canto dolente,
Numa voz pungente,
Sufocada por soluços
Que rasgam o peito,
Dilaceram a alma,
Mas, que me deixam
Mais leve, mais viva,
.
Porque a música
Corre em minhas veias
Misturada
Com meu sangue,
Renovando minha alma,
Dando-me novo alento,
Fazendo-me acreditar
Que os sonhos
Podem se tornar
Realidade,
Que o amor
Ainda pode acontecer,
E encher de alegria
O meu coração...

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